Mercado Cobogó, conceito retrô com a cara de Brasília

7 jun

Olha as mamuskas aí!

Semana passada, tive o prazer de conhecer, enfim, a loja de objetos Mercado Cobogó, aqui em Brasília. Localizada em uma esquina entre a 704 e 705 Norte, abençoada por uma enorme figueira, ela foi inaugurada no mesmo mês e ano que eu cheguei à capital federal: novembro de 2009. Claro que adorei a coincidência.

Combinei com a sócia – e alterego da loja no Facebook – Mariana Dap um almoço (sim, lá dá pra almoçar e a comida é uma delícia!) em uma terça-feira, apesar da correria básica do dia-a-dia.

Já tinha ouvido mais um monte de gente falar que o Cobogó era um lugar irresistível. Depois de um ano e meio em Brasília, estava mais que na hora de ir até lá.

Chegando, dei de cara com Marina e o marido, PH Caovilla, sentados em uma das mesas que ficam na frente do café da loja e conversando com alguém que passava a rua. Me apresentei e logo entrei pra fazer umas fotos e conhecer o tipo de mercadorias e de conceito que eles trabalham. “Trabalhamos com objetos de design, artes plásticas e retrô”, explicou PH. E Mariana complementa: “Nós não trabalhamos com estoque, toda semana chegam coisas novas”.

Logo, dei de cara com uma linda coleção de objetos temáticos com imagens de Matrioskas, aquelas bonecas russas fofas. Na verdade, eu já tinha visto fotos de alguns dos produtos pelo perfil do Cobogó no Facebook (sim, as redes sociais podem ser muito bem aproveitadas e trabalhadas por esses tipos de empreendimentos. Sou super a favor, o cliente agradece!)

As famosas jarras de abacaxi!

De lá em diante, o passeio foi ótimo: descobri lindos porta-retratos coloridos e florescentes, móbiles de tecido super charmosos, brincos, colares e pulseiras de artistas super talentosos, copos, porta-copos, xícaras e garrafas incríveis, como o xodó da casa, a garrafa em formato de abacaxi (igual a da Grande Família, lembram?).

Além de objetos, eles trabalham também com gravuras de artistas já conhecidos no mercado e outros nem tão conhecidos. Fiquei feliz com os preços, bem acessíveis, e com a qualidade do encontrei por lá, é claro.

Mariana é artista, PH sempre trabalhou com comércio. Eles estão casados há 18 anos e a parceria no trabalho também é antiga. Mariana já teve atelier, eles foram convidados a organizar uma feira de artes no shopping Casa Park durante um semestre, depois montaram uma pequena loja dentro de um famoso salão de beleza no Lago Sul. O trabalho lá, que era pra durar um mês, durou seis. Percebendo que o mercado estava pra peixe e animados, acharam que era a hora de apostar em um negócio próprio, mais sólido.

O casal já estava de olho no ponto onde hoje funciona o Mercado Cobogó há tempos. Para conseguir alugar o local, travaram uma batalha até chegar ao dono, depois passaram por uma reforma e inauguraram o espaço. Móveis da casa deles foram parar na decoração da loja. Mariana sempre colecionou móveis retrô, desde aquela época que eles ainda custavam baratinho (coisa cada vez mais difícil de se encontrar hoje em dia).  Atualmente, ela planeja voltar a botar a mão na massa no estúdio que está montando embaixo da loja. “Quero voltar a produzir, sozinha e com outras pessoas, criar produtos com a marca Cobogó”, conta.

Pic Nic do Mercado Cobogó no último sábado, dia 4

De lá pra cá, o negócio só cresceu e ficou mais famoso. Desde o início, a ideia era que a loja também tivesse um café e um estúdio. O café, há dois meses, passou a oferecer mais opções no cardápio – bolos caseiros cheirosos, brownies suculentos, quiches com salada, wraps – alem, é claro, do bom e velho café servido no copo americano, um clássico brasileiro. “Quando vamos montar qualquer coisa aqui, agregamos sempre o conceito da loja. Nos preocupamos, por exemplo, em oferecer refrigerante em lata e também na garrafinha de vidro, como a de antigamente”, descreve Mariana.

Faz parte do conceito do Mercado Cobogó viver rodeado daqueles que amamos, em um lugar gostoso, curtindo momentos leves e felizes. Foi inspirado nisso que o casal de sócios criou um evento chamado “Pic Nic”, que acontece aos sábados (nem todos, tem que acompanhar as datas). A ideia é convidar quem quiser para ir lá tomar um café, comer um bolo e bater papo debaixo da sombra da figueira. Mas, e comprar? Segundo eles, isso é conseqüência. A dona da loja explica: “O legal é que as pessoas achem tudo bonito, contem para os amigos o que viram na loja e, se quiserem, compram alguma coisa. Se não comprarem no dia, pode ser que comprem outra hora”.

Curiosidade: Pra quem não sabe, os cobogós são uma característica típica da arquitetura brasiliense. Todos os prédios residenciais do Plano Piloto usam. São aquelas placas de concreto, idealizadas por três arquitetos. O nome “cobogó” deriva justamente das iniciais dos sobrenomes deles:  Amadeu Oliveira COimbra, Ernest August BOeckmann e Antônio de is. Para saber mais sobre os cobogós (eles valem um post aqui no blog um dia), fica aqui a dica de um post no blog do Meu Móvel de Madeira.

Abaixo, mais do que vi e gostei no Cobogó!

Imagens de santos estilizadas: tem São Jorge, Iemanjá, São Francisco...

Eu adorei esses móbiles. Esse é de coruja, mas tem de pássaros e outros bichinhos também.

Lá também estão a venda braceletes, colares, brincos e anéis de artistas talentosíssimos. Ótima curadoria da dupla Mariana e PH! ;-)

O acervo do Cobogó de gravuras e pinturas me deixou entusiasmada! Coisas lindas de se ver! E bastante diversidade pra escolher.

Na porta dos banheiros da loja, a onda retrô permanece com os bonequinhos Playmobil

Esses porta-retratos com margaridas florescentes me encantaram... kitsch!

Saleiros e pimenteiros mega criativos. Esses imitam barbatanas de tubarão.

Uma invenção típica da vida moderna: mesinha em cima, almofada embaixo. Pra comer, beber, ler um livro e, claro, usar o notebook.

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3 Respostas to “Mercado Cobogó, conceito retrô com a cara de Brasília”

  1. Simone junho 7, 2011 às 2:36 pm #

    Ai que me deu até saudades do cobogó, e é verdade mesmo a proposta de renovação constante, estive em Brasilia há 3 meses e já tem taaanta coisa diferente, os pic nics, o cardápio, os produtos então… nem se fala não deve ter mais nenhum da época em que eu estive aí, só a jarra de abacaxi, claaaaro!

  2. Larissa junho 7, 2011 às 2:49 pm #

    Olá Carol! Esta lojinha deve ser simplesmente o MÁXIMO mesmo! Adorei todas as imagens! Aliás, você fotografou pelo Instagram? Adoro estes efeitos antiguinhos nas fotos =)

    Vim aqui agradecer a citação que você fez do “Minha casa, minha cara” e também para falar que adorei fazer a visita na Casa de Filó!

    Beijos

    • Carol Monteiro junho 7, 2011 às 2:53 pm #

      Sim, Larissa! Tudo fotografado com Instagram! Agora com isso, nada me escapa pra ir pro blog, hehe.

      Puxa, super obrigada pela visita! Adorei! E realmente o Cobogó é bem legal, vale a pena conhecer. Lá tem várias coisas pra inspirar o dia a dia da gente.

      Um beijo e volte sempre! ;-)

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