O bom e velho granito

8 nov

Aproveitando o embalo de um trabalho que tive que fazer pra faculdade, vou falar um pouco aqui pra vocês sobre esse bom e velho conhecido da maioria dos brasileiros: o granito.

Essa pedra natural deve ser uma das mais usadas nos lares do Brasil e isso acontece porque ele é encontrado em abundância no nosso território, especialmente nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Minas, aliás, é grande produtora e comerciante de granitos exóticos para o mercado interno e externo. Tem tipo de granito encontrado por lá que chega a custar mais de R$ 1.600 o metro quadrado! Mas é no preço que o granito também se faz popular: muitas versões dele, bem bonitas, são encontradas a preços acessíveis, como R$ 90 o metro quadrado.

Um dos tipos que eu mais gosto é o Preto Absoluto (igual ao da foto abaixo). Ele é beeeem pretão mesmo, acho super elegante e fica lindo numa bancada comprida, numa ilha de cozinha e até no piso.

Os outros tons de granito bem comuns são os brancos, cinzas e amarelos, como Branco Saara, Branco Cristal, Branco Siena, Cinza Corumbá, Amarelo Ornamental, entre outros. Mas a variedade de cores não pára por aí: ainda temos os granitos vermelhos, marrons, azuis e verdes.


Olhem só dois exemplos de granitos exóticos, que lindos. Nem parece granito, gente!

Esse é o granito Azul Bahia, encontrado no solo do Estado da Bahia.

Esse é o granito Verde Bambu. Com esses veios e não as pintinhas pretas, ele lembra um pouco o mármore.

Outra coisa que descobri recentemente é que temos um número surpreendente de acabamentos de borda para bancadas: há, pelo menos, 25 deles! Seguem abaixo algumas ilustrações que eu peguei no site de uma marmoraria, como todas as classificações:

(Fonte: http://www.jjdmarmoraria.com.br/)

Eu também fiz um filminho em uma marmoraria aqui em Brasília que mostra, ao vivo e a cores, algumas possibilidades de acabamento de borda em bancadas de granito (serve também pra mármore).


Mas por que os granitos são tão usados nos projetos?
Principalmente por causa da sua DURABILIDADE e da sua IMPERMEABILIDADE. Essas duas características explicam o motivo de resquícios deste tipo de pedra ainda serem encontrados, por exemplo, na Pirâmide de Quéops, no Egito, uma construção de mais de 2.500 anos. Egípcios, romanos antigos e a civilização ocidental na Idade Média já usavam essa pedra

Uma coisa só é triste nessa história toda: como todo material que vem da natureza, a produção de granito tem limite e em algum momento ele vai acabar. Por isso, consumo consciente! Se for fazer uma reforma em casa, pense bem onde vai usar para não ter desperdício da pedra. Outra coisa é avaliar sempre na hora de mandar quebrar, jogar fora e gerar lixo com pias, bancadas, pisos, molduras e outras coisas feitas de granito em alguma construção mais antiga.

(Crédito fotos dos ambientes:  site Casa & Jardim)

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4 Respostas to “O bom e velho granito”

  1. Minha Casa, Minha Lida novembro 8, 2012 às 8:30 pm #

    Acho que este é um dos grandes aprendizados que ainda precisamos: sustentabilidade. Tudo o que vem da natureza, uma hora acabará se continuarmos a consumir desta maneira sem reaproveitar nada.

    • Pedro novembro 19, 2012 às 7:06 pm #

      O problema não é o granito acabar (pois a questão fica parecendo mais de liquidação, do que de sustentabilidade: somente enquanto o estoque durar!!!).

      O problema maior, e que não vi preocupação da blogueira, nem da pessoa que postou o comentário, é as montanhas que são destruídas e não existirão mais. A pergunta central é “precisamos de pias de granito?” , ter pia de granito é sustentável?, vale a pena acabar com montanhas para por na pia?

      • Carol Monteiro novembro 21, 2012 às 1:56 am #

        Pedro, acho esse seu comentário super válido também. Acho – e incentivo – que devemos buscar outras soluções para construções, reformas e decoração antes de recorrer a produtos naturais. O uso do granito, que começou no Egito Antigo, aconteceu por causa das propriedades naturais da rocha. Naquela época, ainda não tínhamos a tecnologia que temos hoje para não depender de coisas da natureza quando se precisava manter um lugar contra as ações da umidade e da água, por exemplo. E, reforço, esse é só mesmo um exemplo. Não é só uma questão de consumo (como vc disse, enquanto o estoque durar), mas principalmente uma questão de avaliação das necessidades diante do leque de opções e da realidade que vivemos hoje. Realmente ficou faltando esse toque no texto, mas nunca é tarde de complementarmos com boas informações, não é mesmo? Obrigada pelo comentário por aqui. Abs!

  2. APC março 26, 2013 às 9:37 pm #

    Muito bom. Gostei imenso de ler e de aprender sobre as bordas dos tampos. EU escolhi o mármore para os meus tampos; uma escolha meio inusitada, mais devido ao acabamento que lhes dei (bujardado, ao invés de liso espelhado, porque gosto do aspecto tosco)! :-)

    Um abraço.

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