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O quarto do José, enfim!

23 jan

José já vai fazer 5 meses. Pois é, 5 meses! O tempo voou e eu, cada vez mais apaixonada, tento curtir cada segundo ao lado dele. É uma delícia, mas, como todo mundo sabe, a trabalheira também é grande. E eu resolvi relaxar, me dedicar de corpo e alma a esse momento único. Digo tudo isso para vocês entenderem a demora para postar aqui o quartinho dele, como havia prometido. Além disso, quando ele nasceu, o quarto ainda não estava pronto. Como contei aqui, tivemos que nos mudar de Brasília para o Rio quando eu estava no final da gestação (32 semanas ou 8 meses!!), logo o tempo foi curto pra ajeitar tudo do jeitinho que queria. Na verdade, o quarto dele já está um pouco mais diferente do que eu estou mostrando pra vocês aqui. É que eu optei em fazer um quarto tradicional nesse começo da vidinha dele, mas já preparado para virar em breve um quarto montessoriano. Pra saber o que é um quarto montessoriano, clique aqui (ainda quero fazer um post sobre esse tema também).

O quarto do José não é tradicional. É colorido. Foi pintado com três cores em diferente paredes. Tem coisa de criança, mas também tem umas coisas de adulto. E principalmente tem muito amor e muita alegria!

Engraçado que desde o começo eu estava com as cores primárias em mente: vermelho, azul e amarelo. Aí ficava mudando de ideia, inventando moda, mas acabou que essas cores predominaram mesmo. O berço, como já tinha contado aqui, nós ganhamos de “herança” de um casal de amigos. Minha ideia, a princípio, era pintá-lo, mas desisti quando decidi que aos poucos o quarto se tornaria montessoriano e não iria mais precisar dele porque a cama passa a ser no chão. A poltrona foi um problema: logo que cheguei no Rio e comecei a procurar pela poltrona ideal, vi que dificilmente encontraria uma que iria chegar na minha casa antes de 30 dias. Mas eu tinha pressa, depois de 36 semanas completas, qualquer dia era dia para o José chegar! Além disso, eu queria uma poltrona que pudesse aproveitar depois na sala ou em qualquer outro cômodo da casa, que fosse bonita, moderna e, claro, que tivesse uma ergonomia bacana para amamentar. A solução foi encontrada na loja de produtos para pronta entrega do Fernando Jaeger.

O papel de parede foi uma das últimas coisas a chegar. Comprei no Papel de Parede dos Anos 70, loja que existe em português mas é alemã. Eu adoro essa loja, se você não quer um papel de parede convencional e bacana pro quarto do seu filhote, não deixe de dar uma passadinha por lá.

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A cômoda, que também é o trocador, eu desenhei e mandei fazer ainda em Brasília com o meu marceneiro camarada e super de confiança, meu querido Adalberto (contato: (61) 9988-4935). Amei o resultado de mais esta parceria nossa, ela ficou realmente muito bem feita e linda. O tamanho também ficou ideal para tudo o que preciso – roupas, sapatinhos, produtos de higiene, babá eletrônica e outras cositas más.

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As letrinhas que formam o nome do José e o móbile do berço eu comprei durante a nossa viagem ao Japão, na loja do MoMA em Tokyo (hmmm, que metida, haha!).

Outro detalhe que amo no quarto do nosso filho são os potes para produtos de higiene, feitos especialmente pela minha mãe, avó do Zé. É maravilhoso ver algo feito com tanto amor, carinho e zelo para ele. Minha mãe é pintora de telas, mas também realiza alguns trabalhos em cerâmica esmaltada. A gente pensou junto a ideia, mas a realização e o resultado são todos dela, que captou exatamente o que eu queria e precisava.

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O quarto do José, na verdade, teve a contribuição de muita gente querida da família. Os avós, maternos e paternos, e até tios-avós, ajudaram nos presenteando com várias coisas: cortina, tapete, ar-condicionado, poltrona e brinquedos lindos, lindos, lindos. Tem até presente da bisavó! Um bordado fofo dela foi parar na cabeceira do berço <3

O tecido do trocador (escolhi o que tem formato de ‘U’) eu também já tinha comprado em Brasília, na Casa das Artes, uma loja bem conhecida na cidade que fica na SQN 102.

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A estante de livros, localizada numa espécie de varanda que o quarto tem, é da Oppa e foi posicionada já pensando no quarto montessoriano também: ela está fixada numa altura adequada para o José pegar seus livrinhos e interagir com eles quando quiser. É da mesma loja o tapete, a última peça a chegar para compor o primeiro quartinho do nosso bebê.

Abaixo, toda pomposa, posa na frente do berço dona Filó, deitadinha no tapete onde ela tanto gosta de ficar enquanto estou amamentando ou ninando o José.

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Acima, detalhe da gravura de uma pintura de Ana Prata, amiga querida e artista talentosa. Essa gravura faz parte do catálogo da exposição mais recente da Ana e eu fiquei louca com esse (e outros) quadro(s). Também já falei dela aqui uma vez. 

Sobre outros móveis e acessórios do quartinho:

Nichos (branco e amarelo) e luminária amarela – Tok Stok
Cabideiro Hang it All (que eu já tinha) – Desmobilia
Mesa de apoio de madeira – acervo nosso também

Minha ideia é que, quando o quarto ganhar mais características de quarto montessoriano, eu faça aqui outro post para vocês. Sei que este post aqui demorou, mas acho, de coração, que valeu a pena a espera ;)

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Papel de parede, tecido adesivado ou papel vinílico?

19 ago

Nessa rotina de fuçar coisas para o quarto do José, acabei me deparando com fornecedores que ainda não conhecia dos mais diversos tipos de produtos. O que mais está me enlouquecendo são os de papeis e tecidos adesivos de parede. Além do Papel de Parede dos Anos 70, loja já citada aqui no blog outras vezes e que deu uma renovada super bacana no seu repertório recentemente, principalmente na categoria “Infantil”, tem a Panoah, de tecidos adesivos mas já bem popularizada devido a repercussão de seus produtos na imprensa especializada em decor.

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Papel ‘Dotty’, da linha Infantil do Papel de Parede dos Anos 70

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Papel ‘Kordia’ da linha Infantil do Papel de Parede dos Anos 70

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Linha ‘Monkeys’, do Papel de Parede dos Anos 70

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Coleção ‘Primavera’, da Panoah Tecidos Adesivos

E aí que eu também descobri outros dois fornecedores nacionais que parecem legais e com um preço bem viável. Não gosto de tudo ou quase tudo que eles fazem, acho o trabalho do Papel de Parede dos Anos 70 ainda mais caprichado e apurado, inovador, mas dá pra pescar boas estampas em ambos.

Um deles é a Panoteria, marca carioca também de tecidos adesivos. O preço base é R$ 39,90 e aumenta de acordo com a quantidade que você precisa. No site, você escolhe entre duas larguras de rolo, 47 cm ou 72 cm, e quatro comprimentos/altura: 1 m, 3 m, 6 m e 10 m.

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‘Color Rain’, da Panoteria

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‘Prismas’, da Panoteria

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‘Zigzag Azul’, da Panoteria

O segundo fornecedor é o Papel de Parede Decor, que trabalha, na verdade, com papel vinílico adesivado, ou seja, que não depende daquela cola que o papel de parede tradicional utiliza, permitindo que você mesmo faça a instalação com mais facilidade. O rolo vendido por eles a R$ 68 é composto por 2 folhas de 2,5 m x 0,58 m cada, o capaz de cobrir 3 m², aproximadamente. Tem uma oferta bem grande de estampas, mas eu não gosto da maioria. Por isso, tem que ter paciência e procurar bem, mas eu já dei uma mãozinha e mostro alguns legais aqui pra vocês.

Adesivo vinílico 'Abstrato 25', da Papel de Parede Decor

Adesivo vinílico ‘Abstrato 25’, da Papel de Parede Decor

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Papel vinílico adesivado ‘Retrô 64’, do Papel de Parede Decor

Papel vinílico 'Geométrico 20', do Papel de Parede Decor

Papel vinílico ‘Geométrico 20’, do Papel de Parede Decor

Papel vinílico adesivado 'Retrô 42', do Papel de Parede Decor

Papel vinílico adesivado ‘Retrô 42’, do Papel de Parede Decor

Já viram que o mercado hoje tem de tudo para agradar o gosto cada vez mais exigente e complexo do freguês, né?
Essa competição é boa, porque dá lugar à inovação criativa e tecnológica, além de estimular a diversidade de preços.

Eu e Lauro definimos enfim qual será o papel do quarto do José! Surpresa… só chega daqui uns 30 dias, porque escolhemos um modelo do Papel de Parede dos Anos 70. Quando estiver tudo pronto, eu mostro aqui ;-)

Hora de escolhas: definindo o quartinho do José

20 jun

modelo berço cor azul e modelo comoda

Desde que as pessoas souberam da minha gravidez, muita gente já veio me perguntar como será o quartinho do José. Mas antes mesmo de engravidar, eu já reparava numa coisa: como é difícil ver móvel bom e bonito para quarto de bebê. Geralmente, é tudo branco. Os formatos, materiais e as ideias são pouco ou quase nada inovadoras. Isso que estou falando não é novidade, um monte de gente por aí já deve ter falado e escrito sobre este assunto, mas não quero deixar de relatar aqui a minha experiência.

Para o quarto do José, estou buscando preparar algo que remeta ao universo infantil, mas que seja simultaneamente atemporal. Busco algo calmo, sem rococós, mas sem deixar a cor de lado, pois acredito que a cor é estimulante para a criança também. Além disso, o José tem uma mãe tão agitada, tão agitada, e dentro da gente o barulho deve ser tanto, que não me convence muito a tese de que bebê gosta de tudo sempre calminho, calminho, rs.

quarto menina ameise design

Eu já mandei desenhar a cômoda que também será o trocador do quarto dele. Modéstia à parte, acho que vai ficar lindona e ele vai poder usar ainda por um tempão. Se não couber mais no quarto dele um dia, a cômoda vai servir pra qualquer outro lugar da casa também. E como eu fiz questão que fosse um móvel bonito, vou ter orgulho de mostrá-lo em qualquer cômodo com certeza.

O berço, nós ganhamos um de herança já usado por dois filhos de um casal de amigos. Bom demais esse reaproveitamento, dou o maior apoio. Ainda estamos avaliando se iremos pintá-lo ou se ele ficará branco, como é no original. Tá com mais chances, por enquanto, de ganhar uma cor.

quarto menina neutro ameise design

Sou daquelas que acredita que um quarto de bebê pode ter móveis de adulto, de adolescente, e que quarto de menino não precisa ser só azul ou só verde, nem quarto de menina precisa ser só rosa. Eu acho que quarto de menino pode ter rosa e quarto de menina também pode ter azul. É isso, não tem regras. Assim é bem mais legal :)

quarto menina colorido ameise design 2

Um site que me inspirou bastante pro quarto do José foi de um fabricante de São Paulo que só descobri depois de grávida, o Ameise Design. Eu acho que vocês também vão amar. Além de conversar com a tendência vintage anos 50, com o retorno do pé palito e linhas retas, eles também trazem referências de arte nacional, como as bandeirinhas do pintor modernista  Alfredo Volpi.

Desde que comecei a acompanhar o trabalho deles, não vi mais novidades por lá, mas parece que estão pra lançar uma linha nova de berços. Aliás, os berços… nossa, um mais lindo do que o outro! Eles trabalham com a famosa “palhinha” brasileira, um clássico nacional, que deve e merece ser valorizado e passar por releituras desse tipo. Sobre o preço, não achei lá essas coisas, mas isso que dá fazer e disponibilizar trabalho ainda difícil de encontrar no mercado. Quando eu tiver mais novidades sobre o quarto do José, mostro logo aqui pra vocês!

quarto teto decorado ameise design

quarto menina colorido ameise design

quarto colorido menina ameise design 1

Comoda rosa degradê ameise design


Fotos: Site Ameise Design

Degradê na decoração

28 mar

O degradê, aquele efeito tom sobre tom, quando vamos do mais escuro pro mais claro utilizando diferentes variações da mesma cor, tem aparecido das mais diversas formas na decoração. Nas roupas, nos anos 1960/1970, ele ficou super conhecido naquele efeito chamado tie dye, usado principalmente na moda hippie.

Ultimamente, ele anda dando as caras na decoração dos moderninhos. Pesquisando, encontrei várias referências bacanas. Recentemente, até  indiquei para um amigo/cliente usar no quarto da filha dele. O resultado ficou incrível e ela adorou, para a minha alegria.

Seguem, abaixo, algumas ideias pra você também se inspirar. É uma técnica que requer um certo trabalho (tanto que sou daquelas que prefiro chamar um profissional e orientá-lo sobre o que desejo do que botar a mão na massa nesse caso), mas não é cara e o efeito pode surpreender.

O que é pintura ombré e como fazer pintar parede

Acima, pintura em listras horizontais, tom sobre tom. Não tem erro e o resultado é inovador. Pode ser feito também com listras verticais ou diagonais. Abaixo, um jeito mais diferente de fazer o degradê: imitando aquele efeito tie dye geralmente encontrado nas roupas, na parede! Essa sala aposta no branco como cor principal, com leves toques de azul e, para arrematar, as plantas penduradas em locais estratégicos e madeira clara, garantindo uma sensação de tranquilidade e paz ao ambiente. Na outra foto, o tie dye foi feito com degradê do branco para o verde.

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Este modelo abaixo é super possível de ser feito em casa. Não aguenta mais os seus azulejos velhos? Uma ideia é, ao invés de pintá-los numa cor só, aproveitar o formato dos azulejos para criar um desenho diferente na parede com cores em degradê. Olha só que lindo:

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E agora, degradê nos móveis. Com tantas possibilidades de palheta de cores para trabalhar na marcenaria, ficou mais fácil e prazeroso usar a imaginação e ir além do branquinho básico ou só dos tons de madeira. Neste quarto infantil, o degradê varia entre os diferentes tons de laranja – e como esta cor é composta pelo vermelho e pelo amarelo, o amarelo também entra na dança. A técnica do degradê foi usada nos nichos acima da cômoda, na fachada da cômoda (aliás, que cômoda maravilhosa é essa, minha gente?!?!? inspirada nas bandeirinhas do Volpi!!) e nos gavetões da cama. O quarto, neste caso de um menino, ficou muito alegre e criativo.

ameise design comoda volpi degradê

degradê cama solteiro com gavetas ameise design

Fotos: Pinterest/My Best Wish/We can do it/Ameise Design

Lares femininos

7 mar

Neste sábado, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Aí me peguei pensando o que seria um lar “feminino” nos dias de hoje. Antenado? Ousado? Romântico? Criativo? E quando eu digo “feminino”, não me refiro a uma casa onde obrigatoriamente viva uma mulher. Me refiro a um lar que tenha características da feminilidade, independente de gênero. Estou pensando mesmo é no que há de mais bonito no “feminino” – e a gente sabe que coisa bonita nisso não falta.

E não me venha com machismos do tipo “ah, sou homem, não vou ter flor em casa!”. Acho isso uma bobagem sem fim… Entre diversas coisas, o ser feminino está relacionado à criatividade, à sensibilidade, ao cuidado, à beleza, por exemplo.

PLANTAS: VIDA, COR E ACONCHEGO

Penduradas, no chão, na sala, na cozinha, no lavabo, na varanda. Casas com ares “femininos” costumam ter flores e plantas. O verde e o colorido das flores, mesmo que em um pequeno arranjo, enchem o ambiente de alto astral, de vida. Imaginem os ambientes abaixo sem o toque do verde. Eles seriam bem mais sem graça, não acham?

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flores na janela casa e jardim

Pinterest

PAPEL DE PAREDE: UM TOQUE DE OUSADIA

Se tem uma característica feminina que eu gosto é daquele atrevimento delicioso do provar! Provar o que é novo, ousar em combinações, cores e estilos. E os papeis de parede, que graças à tecnologia da impressão trazem as estampas mais diversas e lindas possíveis, permitem bastante o trabalho com este lado mais ousado e criativo da gente.

papel de parede apartament therapy

quarto papel de parede apartament therapy

papel de parede casa.com.br

COZINHA: O LUGAR PRA CELEBRAR A VIDA PODE TER COR

E já que estávamos falando em ousadia, e se ela vier no lugar que costumAVA ser o mais careta na casa? É da cozinha mesmo que estou falando. A cozinha, nos anos 2.000, virou a “estrela”, a “queridinha”, onde todo mundo se reúne para conversar enquanto uma comida gostosa ou uma bebidinha (ou os dois) são preparados, seja durante a semana, aos finais de semana, enfim, a qualquer momento. O importante é desfrutar! E não é necessário ter casa própria nem gastar horrores para ter uma cozinha aconchegante, bonita e criativa: olha o exemplo das prateleiras na última foto que eu selecionei pra esse item, que coisa mais linda!

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cozinha laranja e azul casa e jaardim arquiteto Maurício Arruda

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CRIATIVIDADE EM QUALQUER CANTO

Uma estante que pega uma parede toda de tamanho irregular. Tapetes diferentes se unem num mesmo ambiente, onde os móveis também trazem estampas completamente diferentes entre si. A busca pelo sustentável, pelo reaproveitamento, pelo barato. Como eu amo a criatividade! :-)

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ROMANTISMO (OK, NÃO RESISTI EM SER CLICHÊ!)

Pois é, não resisti. É que me deparei com esses quartos e… o que é este papel de parede com flamingos? Uma mistura linda do kitsch com o romântico! O romantismo também está nos rococós das molduras douradas, nos pés contorcidos dos móveis, nas flores, na natureza nos detalhes, no simples cuidado e sensibilidade de enxergar o potencial de uma jarra antiga virar um belo vaso de flores.

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***

E se já é uma característica natural da mulher ser ligada em várias coisas ao mesmo tempo, nas mulheres contemporâneas isto é, digamos, ainda mais acentuado. E apesar de todo o estresse, do cansaço, de tudo, todas as conquistas, tudo vale a pena. Principalmente chegar em casa e se sentir bem. Muito bem.

Fotos: Apartament Therapy/Pinterest/ Casa e Jardim/Casa.com.br

Ambientes divididos pelo piso

25 fev

Quando eu tenho conversado com quem quer ou precisa reformar onde mora, eu tenho sugerido bastante o uso de separação de ambientes por pisos. A eliminação de paredes já é uma característica mais do que incorporada no estilo de vida que temos hoje, mas ainda vejo pouca gente que ousa usar a separação sem paredes reforçada pelo uso de pisos diferentes. É claro que não nas revistas… lá sempre há vários exemplos pra inspirar a gente. Mas o universo do que vem ali garanto a vocês que é uma porcentagem pequena perto do que acontece na “vida real”.

Para desmistificar então, juntei um monte de imagens de projetos que achei legais com essa proposta. E aí, quem vai ousar? ;-)

Este projeto abaixo, do arquiteto Thiago Passos, é um dos que eu mais gosto. A proposta dele foi misturar o ladrilho com o taco de madeira na criação de um limite desigual, como se um “entrasse” no outro, sem dar pra saber exatamente onde um começa e o outro termina. Legal demais.

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Abaixo, outras propostas com piso de ladrilho hidráulico e piso de madeira, só que no formato de limite mais tradicional, reto (nas duas primeiras fotos, o projeto é do designer de interiores Marcel Steiner).

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Nestes modelos a seguir, a opção foi por pisos de cimento queimado, tecnocimento ou com porcelanato que imita o efeito do cimento queimado que fazem limites também com pisos de madeira (ou similares).

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casa e jardim 3

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Eu gosto deste recurso porque os espaços ficam descontraídos, bem ventilados e, principalmente, iluminados. Isso porque na maior parte das vezes é possível aproveitar janelas da cozinha e da sala pra iluminar todo um ambiente só. E quando não há janelas dos dois lados e o projeto justamente precisa encontrar uma forma de trazer mais luminosidade, abrir tudo pode ajudar mais ainda.

A divisão por pisos é elegante e pode ser bastante criativa, além de prática, pois permite que em áreas sujeitas a mais sujeira, como cozinhas, áreas de serviço e terraços, sejam revestidas com pisos mais próprios para molhar com mais frequência.

Eu confesso: quando puder, na minha casitcha, não vou pensar duas vezes!

(Fotos: Arquivo/site Casa & Jardim)

Paixão por azulejaria: uma entrevista com Bruna Albuquerque

14 jan
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Modelo Traço, por Bruna Albuquerque, da Lurca.

Já me convenci: tenho fixação por azulejaria. Já falei aqui muito sobre Athos Bulcão, de seu discípulo oficial, Alexandre Mancini, e sobre Calu Fontes. Minha nova descoberta é o trabalho da arquiteta Bruna Albuquerque, da Lurca Azulejos, de São Paulo. Descobri que ela é figurinha carimbada das principais revistas de decor brasileiras, mas ainda não tinha me atentado com mais detalhe ao que a Bruna fazia.

Pensando nisso, convidei-a pra uma entrevista ao blog! Junto com esse bate-papo, trago aqui alguns exemplos de modelos e paineis que a arquiteta e designer têm realizado.

Modelo Pote

Modelo Pote

Casa de Filó: Você é formada em arquitetura e se encantou pelo trabalho com azulejos depois de um estágio na Turquia. Quando você percebeu e deixou de lado o perfil mais clássico do arquiteto para se dedicar à azulejaria? Você teve medo de que não fosse dar certo?
Bruna Albuquerque: Desde o começo da faculdade eu sempre desenhava azulejos em cadernos, por lazer mesmo. Logo depois de formada, comecei a fazer alguns painéis para amigos, na maioria arquitetos também, que pediam para ter como mostrar o meu trabalho para seus clientes também. E assim, uma hora, decidi criar a marca Lurca e me dedicar de vez só aos azulejos, depois de trabalhar alguns anos com arquitetura.

CF: Como foi esse começo e esse preparo? Além do estágio, que tipo de preparo e estudo você passou a buscar?
BA: Eu sempre achei azulejaria incrível, então sempre li livros, fiz cursos de cerâmica, fui visitar lugares em viagens que tivessem qualquer relação com o assunto, como Portugal; e fiz workshops viajando, como no Marrocos e na Turquia.

CF: E a partir de quando você viu que dava para trabalhar e viver do design de azulejos?
BA: Faz três anos que eu abri de vez a marca, mas até então, eu trabalhava com os azulejos sem deixar a arquitetura.

Detalhe do modelo Gota (peça avulsa)

Detalhe do modelo Gota (peça avulsa)

CF: Você acha que, de um tempo pra cá, o interesse em paineis de azulejos não só como decoração, mas também como um trabalho de artes plásticas, aumentou?
BA: Acho que sim, e fico muito feliz, pois eu sou muito fã da arte de azulejaria, especialmente dos trabalhos de Burle Marx e do Cândido Portinari.

CF: Qual é o perfil do cliente que te procura? E para quais tipos de ambiente você produz mais?
BA: As peças avulsas geralmente são usadas para amplas áreas ou áreas molhadas, como banheiros e cozinhas. Já os meus paineis exclusivos são usados mais como quadros, em salas, halls de prédios e jardins.

CF: O que você mais gosta no seu trabalho?
BA: Adoro pegar nas peças prontas, ver paineis instalados e saber que o cliente gostou, que ele deixou o lugar mais bonito. É muito gratificante.

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Modelo Noite

Modelo Polvo, na cor amarela. Também disponível em roxo.

Modelo Polvo, na cor amarela. Também disponível em roxo.