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O passado presente na rua do Lavradio

12 ago

Eu já falei aqui que me mudei pro Rio? Haha. Pois é, mudei. Ou melhor, mudamos: Lauro, eu, Filó, Bento e, agora, José!

Foi uma correria danada no último mês e por isso não teve mais post por aqui desde final de junho.

Mas tá tudo lindo. Conseguimos um apê legal, a rotina está, aos poucos, sendo estabelecida, e o Rio é aquilo: lindo de morrer. Tem seus problemas? Tem. Mas eu estou amando. Voltei a ficar perto de familiares também, afinal sou nascida em Niterói. E São Paulo, aqui do lado. Ou seja, depois de quase cinco anos na minha amada Brasília, estamos de volta à região Sudeste brasileira. Estávamos com saudades.

E enquanto José não vem, estou tentando aproveitar meus últimos dias de pré-maternidade para fazer coisas que gosto e que com um bebezinho de colo vão ficar mais raras pelos próximos meses. Uma deles foi tirar uma tarde para passear pela rua do Lavradio, na Lapa, região Central do Rio. Lá virou uma região repleta de ateliês de restauração e lojas de antiguidade e design. Como tudo no Rio, os preços não são muito baratos, mas também achei coisas não tão absurdas assim – dignas de serem pagas pelo o que valem, digamos.

mercado moderno img arquivo loja

Interior da loja Mercado Moderno

Nessa rua fica o Mercado Moderno (MeMo), uma loja de design já bem conceituada, especializada em peças de design das décadas de 1950 a 1980, que também vende antiguidades restauradas em ótimo estado e ainda investe em novos nomes do design brasileiro, como Zanini de Zanine – o local até já teve uma exposição exclusiva dele. Acho que deve ser a loja mais cara do quarteirão, mas eu sei que existe quem tem e quem quer pagar por isso. O acervo do MeMo é composto por móveis modernistas e contemporâneos.

loja 161 Lavradio

O mar de luminárias antigas na loja que fica na Lavradio, nº 161

Do que deu tempo pra ver – a pessoa que vos fala estava com 37 semanas de gestação no dia do passeio pela Lavradio e é claro que não aguentou ver tudo que gostaria – eu também destacaria a loja “161” e suas luminárias – pendentes e abajures de piso e mesa – das décadas de 40, 50, 60. Tem muita variedade, a seleção é bem bacana e os preços eu achei viáveis.

Outro destaque é o trabalho do Dico, um restaurador de mão cheia e com móveis incríveis, especialmente aqueles de perfil mais “industrial”, de alumínio, recuperados de hospitais e fábricas antigas. A loja dele é daqueles lugares que você entra e fica meio perdido, porque tem coisa restaurada no meio de outras ainda a serem recuperadas. Sendo bem sincera, é uma bagunça, mas pra quem gosta de fuçar como eu, é também um paraíso. Vi potencial em diversas peças por lá, muitas cadeiras, estantes e escrivaninhas. Quanto ao preço, achei bem justo. Vou ficar devendo o número da loja pra vocês, porque perdi o cartão. Mas tenho a foto da fachada, pra ajudar a reconhecer se passarem pela Lavradio.

Loja do Dico Fachada

Fachada da loja do restaurador Dico, também na rua do Lavradio, Lapa, Rio de Janeiro

Nesta foto, uma cadeira antiga de hospital, que ainda ia ser restaurada na loja do Dico

Nesta foto, uma cadeira antiga de hospital, que ainda ia ser restaurada na loja do Dico

Calma, que o nosso passeio pela Lavradio ainda não acabou. Ainda indico uma passada pela Scenarium Antique  (Rua do Lavradio, nº 28), a loja de antiguidades do Rio Scenarium, uma casa de shows localizada logo ao lado e point da Lapa. A Scenarium Antique é bem charmosa e investe em itens antigos em geral, não só móveis, mas também louças, taças, copos, jarras, espelhos, relógios e peças curiosas, como a forma de uma velha fábrica de luvas, datada de 1966, que mais parecia uma escultura e me deixou apaixonada.

Um pedacinho da Scenarium Antique, loja de antiguidades do Rio Scenarium

Um pedacinho da Scenarium Antique, loja de antiguidades do Rio Scenarium

Nesta foto, a forma da fábrica de luvas que me apaixonei, da década de 1960

Nesta foto, a forma da fábrica de luvas que me apaixonei, da década de 1960

E para fechar com mais informação relevante o nosso post, anotem no calendário: todo primeiro sábado do mês é dia de feira de antiguidades e artesanatos na rua do Lavradio. Passei por lá agora no começo de agosto e vale a dica para curtir um dia gostoso com amigos, passear, almoçar em um dos vários restaurantes clássicos da Lapa, e de quebra deixar a casa mais bonita ou comprar um presente bacana.

Tem coisa mais feminina que penteadeira?

8 mar

Quando eu era pequena, ia na casa dos meus avós todos os domingos almoçar. O quarto deles era decorado com móveis dos anos 50: uma cama de casal, um grande armário e uma penteadeira. Eu, super menina, babaaaaaaava naquela penteadeira. Minha avó Dagmar, que era super vaidosa, ainda deixava em cima dela dois porta-jóias de bibelôs. Ô lembrança boa!

E hoje, pensando em um post especial para o Dia da Mulher, achei que nada é mais feminino em uma decoração do que uma penteadeira! E o mais bacana é que esta peça voltou com tudo, já há um tempinho. Nos anos 90, acho que ela ficou em desuso, era considerada uma peça que parecia não combinar com a mulher contemporânea. Mas hoje, a mulher está ainda mais segura, dona de si, e já sabe que pode trabalhar, ser super mãe, super esposa, e não deixar de se valorizar, de se enfeitar, se maquiar, de fazer o que quiser e ser do jeito que ela gosta!

Então, mulherada querida do Casa de Filó, este post é pra vocês! Só lembrando que hoje é O DIA DE CELEBRAR, mas TODOS OS DIAS É DIA DE LUTA E IGUALDADE!

com vários espelhinhos, branca, restaurada e ares românticos

aqui, um modelo mais contemporâneo, feita sob medida por marcenaria e com cadeira modernosa

penteadeira restaurada da loja Estúdio Glória, em São Paulo

Quem também tem muita experiência com penteadeiras restauradas é o pessoal do Lá na Ladeira, no Rio de Janeiro. Olha só que trabalho lindo que elas fizeram para decorar as vitrines da joalheria Antônio Bernardo:

as penteadeiras hiper ultra "meninas" do Lá na Ladeira

A revista Casa e Jardim tem também uma seleção de fotos com algumas penteadeiras pra você se inspirar. Selecionei duas aqui:

quarto da criança menina ou já adolescente com penteadeira: repare que o ambiente é feminino sem ser óbvio

não tem ou não gosta de penteadeiras reformadas? capricha no espelho e na bancada então!

E pra fechar com chave de ouro, em primeira mão a penteadeira que a Marie (aquela minha amiga e arquiteta que eu vivo citando aqui) fez para o quarto dela que ficou linda, delicada e versátil, porque se ela enjoar algum dia, a penteadeira pode virar um aparador tranquilamente.

a penteadeira da Marie

Na peça, a Marie escolheu usar madeira compensada com os topos envernizados e fórmica brilhante azul marinho na face. Ela também desenhou duas caixas na mesma madeira com todo o revestimento externo forrado de fórmica brilhante branca. Pra arrematar, ela enroscou fios de luzinhas chinesas em volta do espelho. Não ficou simples e lindo?

detalhe da penteadeira com as "ferramentas" de beleza a postos

O Casa de Filó quer saber…

18 jan

Agora que o blog está mais crescidinho, quero conhecer mais vocês, leitores e leitoras.

A princípio, gostaria muito de saber quais são seus principais interesses e o que esperam ver aqui no blog.

Proponho abaixo cinco itens:

1) Dicas de decoração de interiores (como decorar um quarto, uma sala, banheiro, cozinha, varanda, etc)

2) Novidades do design de móveis e acessórios

3) Projetos arquitetônicos lindos e inovadores

4) Dicas de trabalhos manuais, restauração e artesanato no melhor estilo ‘faça você mesmo’

5) Jardins, varandas e afins

Que tal escolher entre um deles para virar tema de post aqui no blog? Quem quiser dar dicas mais específicas, também fique à vontade! A Casa é da Filó e é também de vocês! ;-)

Vocês me ajudam nessa?

Já tô curiosa pra saber no que isso vai dar…

beijos e obrigada!

Móveis ecologicamente corretos precisam ser caros? Não!

10 out

Pode ser que um monte de gente já conheça, mas eu ainda não conhecia o trabalho do designer Max Mcmurdo. Ele criou uma cadeira a partir de um carrinho de supermercado super estilosa, na cor que você quiser, pra ser usada com tecidos lindos no assento. O nome dela é “Annie”.

No site onde vende seus produtos, o Reestore, é possível também encontrar outras criações suas a partir do reaproveitamento de móveis, como o sofá de dois lugares feito com uma banheira vintage cortada ao meio, a qual ele chamou de “Max”.

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Bancos e pufes: modelos pra você se inspirar!

27 set

Conforme prometido no post passado, trago agora alguns modelos de bancos e pufes para você se inspirar. Vale tanto para comprar pronto como para mandar fazer ou fazer você mesmo!

1 – Pufe com tecido e design da Casa Rima. Descobri recentemente o trabalho deles, muito qualificado, contemporâneo e antenado. Vale conhecer mais no site da Casa Rima.

2 – Pufe de patchwork da Coisas da Dóris. Lindo, lindo, lindo e é pra quem gosta de muito colorido!

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Organização e Restauração

16 jun

Olá!

Passo aqui pra um post super rápido, com duas coisas que acabei de ver no site da revista Casa & Jardim, que adorei.

A primeira é essa ideia de usar uma daquelas prateleiras de banheiro dentro do armário ou da cristaleira para dividir os tipos de prato do dia a dia. Geralmente, os pratos – raso, fundo e de sobremesa – ficam na mesma pilha e é sempre aquela confusão e atrito na hora de tirá-los para colocá-los à mesa. Com essa ideia, eles ficam separados por modelo e, além de organizadinho, fica bem mais fácil movê-los.

Mãos à obra: com furadeira, pregos e bucha, você deixa os seus pratos super organizados!

Navegando rapidamente pelo site, também me chamou atenção esse vídeo. Eu sou MUITO fã de coisas que a gente mesmo pode fazer em casa para deixá-la mais com a nossa cara. Neste vídeo abaixo, a gente aprende a renovar uma prateleira antiga ou até mesmo a comprar uma nova, crua, e dar a ela o seu toque. Essa é uma ideia muito legal para ser usada no quarto dos filhos, em banheiros, no escritório e, claro, no seu próprio quarto. E o aprendizado vale também para deixar a criatividade fluir e usar os novos “dotes” para renovar e decorar outras peças. Divirtam-se!

Porque eu amo lojas online

26 maio

  Logo que me mudei de São Paulo para Brasília, decidi que ia reformar um rack que eu já tinha. Achava ele meio caretão e, principalmente, detestava os puxadores originais dele. O rack era daquela madeira escurona, ébano. Pois bem, o primeiro passo foi definir a cor: roxo.  O segundo passo: definir quais e como seriam os novos puxadores. Aí é que veio o problema.

Primeiramente, eu era uma novata em Brasília, não conhecia nada. Em segunda lugar, eu tava com pouco dinheiro pra gastar, e como eu também adoro reformar e pintar móveis, decidi que eu mesma faria o trabalho. Se eu chamasse um marceneiro dos bons, talvez ele até soubesse onde achar um puxador do jeito que eu queria. Mas como a situação não era essa, arregacei as mangas e coloquei mãos à obra.

Comecei a fuçar sobre isso pela cidade e descobri que a W3, uma das principais vias do DF, tem uma parte com lojas especializadas em ferragens. Lá fui eu. Foi aí que eu comecei a descobrir e a entender porque todos os lugares que eu ia em Brasília me pareciam meio iguais (depois eu vou fazer um post sobre isso!). As lojas são diferentes, mas a variedade de produtos não é grande e os puxadores que encontrei seguem o mesmo padrão: são de aço, ferro, foscos, não foscos, prateados, dourados, ou então aqueles infantis, de ursinho, lua, sol, florzinha, etc. Conclusão: não gostei de nada.

Eu estava atrás mesmo era de uns puxadores de porcelana, com caras de antigo, pintadinhos, ou então aqueles coloridos, retrôs, ou até mesmo uns transparentes… enfim, queria alguma coisa que fugisse do óbvio! Não achei. Na mesma época, numa ida à São Paulo rápida, fui visitar uma amiga e vi que ela tinha usado modelos bem parecidos com os que eu tinha em mente em móveis que ela restaurou, um armário e dois criados-mudos. Ela me contou que também penou pra achar aqueles puxadores e que tinha encontrado numa lojinha de ferragens no Largo de Pinheiros.

Mas aí não dava mais tempo: eu tinha decidido que o meu rack roxo não ia ter mais puxadores! Ele ia fazer a linha mais contemporânea e contar apenas com seus traços retos. Comprei massa corrida especial para madeira, tapei os buracos dos puxadores antigos, e pronto! Ficou lindo, amei!

Mais de um ano se passou desde então e eu, agora com o blog, tenho procurado cada vez mais coisas bacanas pra trazer aqui para vocês, principalmente para quem mora em Brasília e, como eu, tem dificuldades de encontrar coisas bacanas para reformar e decorar. Foi assim que eu descobri um site chamado Trinca-Ferro. Descobrindo essas coisas, só tenho a dizer: ainda bem que existem lojas online!

Eles tem puxadores LINDOS, de cores super variadas, do jeito que eu estava procurando naquela época! E o melhor: os preços são ÓTIMOS! Variam de 10 a 17 reais. Claro que eu já fiz uma seleção pra vocês aqui no blog:

E aí? Gostaram?